Aquecendo para falar sobre política

Fala galera, tudo beleza?

Esses dias eu estava pensando em escrever um texto sobre a contradição em se desejar que o um governo, ao mesmo tempo diminua (ou zere) impostos e privatize empresas estatais (ou de economia mista) como Petrobras, Vale do Rio Doce ou a Cosipa (hoje Usiminas).

Mas como percebi que isso iria se tornar um ‘textão‘, bem cansativo de se ler, devido a necessidade de explicar antes um pouco sobre os principais sistemas político-econômicos existentes, resolvi fazer de forma diferente. Primeiro vou publicar esse texto, no qual lhes ofereço um breve resumo sobre capitalismo, liberalismo, socialismo e comunismo. Em seguida irei grava um vídeo sobre a questão ‘redução de impostos x privatizações‘, compartilhando a minha opinião sobre o assunto.

Leiam o resumo e aguardem o vídeo.

Capitalismo

É o sistema onde predomina a força do capital (dinheiro). No capitalismo a propriedade privada dos meios de produção e do capital, faz com que quem os detém tenha o poder de ditar as regras do jogo como a oferta, os preços, salários, investimentos e, não se engane, até mesmo o consumo. Cabendo ao estado apenas controlar como segurança pública e assuntos ligados a legislação.

Assim sendo, podemos dizer que no capitalismo (puro) o poder está na mão de quem tem o capital, ou seja, grandes empresários como Silvio Santos, Bill Gates e Steve Jobs, ou de Grandes conglomerados como Coca-Cola, Unilever e outros. – Vale ressaltar que o dono do mercadinho do bairro ou da loja de roupas no shopping não estão nessa lista.

O capitalismo visa o acúmulo de riquezas quem podem ser concentradas ou distribuídas, porém devido a natureza humana (ou cultura) egoísta, ela dificilmente é distribuída. É senso comum que: “eu trabalhei duro para conquistar então é meu, e só meu!”. O que, até certo ponto não é errado, apesar de ser problemático.

Dessa forma, nesse sistema prevalece o trabalho assalariado, no qual quem detém o capital define a oferta de emprego e o valor dos salários. A legislação de um país pode definir valores mínimos para a população em geral e pisos salariais para determinadas categorias, porém que realmente define quanto cada um vai receber é o ‘patrão’. Assim sendo, no capitalismo, não importa quantas horas você trabalhe por dia e o quão importante o seu cargo e seu trabalho seja importante para a empresa, você nunca terá um salário que se equipare ao lucro de seus patrões.

Liberalismo

O liberalismo, na verdade, é mais uma ideologia que um sistema econômico em si. Ele prega como ponto central a não intervenção de fatores externos na economia, isso inclui a interferência do governo e do poder legislativo.  Ele é baseado na organização da economia em linhas individualistas, assim as decisões econômicas são tomadas por indivíduos e não por instituições ou organizações coletivas. Para Adam Smith, um dos principais teóricos do liberalismo, o segredo para a  geração de riqueza está no potencial de trabalho sem ter o estado como regulador e interventor. A isso se chama ESTADO MENOR.

O liberalismo prevaleceu nas ações governamentais dos países mais desenvolvidos durante todo o século XIX, estendendo-se até o início do século. Era a doutrina preferida de todos os importantes economistas até a grande quebra da bolsa de Nova Iorque, em 1929. A partir daí, o liberalismo ficou em segundo plano, ofuscado pela social-democracia, para renascer no ocaso desta no final do século como neo-liberalismo.

Caso vivêssemos sob tal ideologia no Brasil não teríamos garantidos alguns direitos econômico-trabalhistas como salário mínimo, piso salarial, PIS/PASEP, vale refeição, vale alimentação, 13º salário e, até mesmo, aposentadoria (não pelo INSS ou órgãos de previdência estaduais ou municipais). Isso não quer dizer que, necessariamente, ninguém receberia esses benefícios, mas a decisão de conceder ou não esses benefícios seria parte de acordos trabalhistas, ou seja, ficaram nas mãos do empregador. Apenas no caso da aposentadoria o trabalhador conseguiria garantir essa renda por meio da iniciativa privada.

Socialismo

O socialismo, ao contrário do capitalismo e do liberalismo, prega a distribuição justa dos meios de produção e as riquezas entre o povo. Esse sistema seria a primeira fase no caminho para a implantação do comunismo, que será explicado na sequência. Surgido no final do século XVIII é uma doutrina política e econômica, que teve como seu primeiro pensador o jornalista francês Noël Babeuf.

Mas o principal nome desse movimento, assim como do comunismo, foi Karl Marx. O filósofo afirmava que o socialismo seria alcançado a partir de uma reforma social, com luta de classes e revolução do proletariado, pois no sistema socialista não deveria haver classes sociais nem propriedade privada.

O socialismo surgiu como resposta aos movimentos políticos da classe trabalhadora e às críticas aos efeitos da Revolução Industrial. Na teoria marxista, o socialismo representava a fase intermediária entre o fim do capitalismo e a implantação do comunismo. O socialismo sugeria uma reforma gradual da sociedade capitalista.

Comunismo

A palavra comunismo tem origem no latim ‘comunis’, que significa comum. Os criadores desta doutrina social – que posteriormente deu nome ao movimento político -, buscaram fundamentação teórica nas teorias do estado dos sofistas gregos e na obra “República” de Platão. No entanto, o comunismo encontrou bem cedo críticos severos, como Aristóteles.

De acordo com Marx e Engels (no Manifesto do Partido Comunista de 1848), o comunismo do século XX considera a história, desde a antiguidade, como a sucessão de lutas entre as classes trabalhadoras e sem posses, e as classes exploradoras, que não trabalham ou trabalham pouco, mas que dispõem dos meios materiais de produção.

O movimento procura abolir o Estado. Se não houver propriedade privada dos meios de produção, também não haveria exploração. Dessa forma a organização estatal não seria necessária. O comunismo tem sido alvo de críticas de diferentes sectores. Há quem considere que a sociedade sem classes é impossível (tendo em conta que acaba sempre por haver um ou outro grupo a ostentar poder; no caso do comunismo, seriam os burocratas).

 

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